
As pesquisas inúteis e as minhocas na cabeça
Por que eu fui ler essa pesquisa? Minha cabeça fugitiva das 20 páginas de Horkheimer encontrou descanso em uma pesquisa sobre os homens (Revista Ouse – abr/06). Isso mesmo. Daquelas pouco úteis que só servem para reforçar a teoria (bem gasta já) de que todos os homens são iguais.
Deveriam fazer antes uma pesquisa sobre a veracidade das respostas dadas nessas matérias, mas isso não vem ao caso, só queria deixar registrado mesmo.
Vamos aos dados comentados (claro):
- 55% dos homens assumem, sem maiores problemas, que ficariam com outra(s) enquanto estivessem namorando: traição é assunto delicado, eu sei. Não vou dizer também que é exclusividade dos homens. Também reconheço, mas eu não achei que fosse tanto assim. Todos meus comentários oportunos foram sobrepostos pela perplexidade.
- 25% já namoraram só porque acham bom ter uma mulher à disposição: essa é muito irracional. Mulher à disposição existe aos montes e cada vez mais. Ou eles mentem ou ainda não enxergaram a situação.
- 26% namoraram só pelo sexo: nessa eu acredito porque tem muita mulher que inventa relacionamento mesmo. Daí os dois brincam de namoro. Ela quer mostrar que é querida e ele quer mesmo é saber se sexo.
- motivos para não casar: 25% dizem que não agüentariam alguém no pé o tempo todo : essa é injusta. Mulheres amigas e compreensivas acabam no mesmo balaio de outras com o estereótipo de Dona Encrenca.
A única coisa que pude fazer depois de ler tantas estatísticas foi observar bem o homem ao meu lado e pensar se valia a pena enquadrá-lo nesses padrões. A vontade foi grande. Mas se todos os homens são iguais, ele já não é especial. E a busca acaba. Melhor não. Prefiro achar que alguns ainda podem ser diferentes.
Escrito por Nina às 17h07
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